quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Mentiras Mal Contadas
Olhos fechados
Começo a pensar
O que fazer daqui pra frente
Já que tudo é diferente
Vou tentando entender
E fingindo aceitar
Que até mesmo eu
Acabei por mudar
Quero me perder
No meio da multidão
Tentar esquecer
A dor da solidão
Me pague uma bebida
Não tente salvar minha vida
Não há mais nada aqui
Que me faça sorrir
Arrisque-se comigo
Não tema o perigo
E não acredite
Nas coisas que digo
Entre verdades escondidas
E mentiras mal contadas
Eu vou me afundando
Nas escolhas erradas
Muita gente faz o mal
Muita gente quer o bem
E o mundo me ensinou
A não confiar em ninguém
Me leve pra longe daqui
Segure a minha mão
Eu não quero mais pensar
Que a vida é uma ilusão
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Sob a Luz do Luar
Te sinto perto de mim
E ao mesmo tempo tão distante
E me lembro até o fim
Do seu olhar penetrante
Que me dizia em silêncio
Tudo o que eu preciso ouvir
E que mesmo sem querer
Me fazia sorrir
O vento me toca
E eu desejo você aqui
Enquanto penso naquele beijo
Que eu nunca esqueci
Lembro do toque dos seus lábios
Que me deixa sem ar
Sei que à noite
É com você que vou sonhar
Lembro daquela noite
Sob a luz do luar
Nossas mãos apertadas
E as estrelas em seu olhar
Não sei como explicar
O tempo parou
E a felicidade me invadiu
Quando você me abraçou
Te dou todos os sinais
É fácil perceber
Está escrito em meu olhar
Que eu amo você.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Precipício
Já não sei mais
Se posso confiar em mim
Minha mente está caindo
Em um precipício sem fim
Você me confunde
Com seu olhar misterioso
E de repente tudo se torna
Frio e silencioso
São dois caminhos
E eu não sei por qual seguir
Mas sei que dessa escolha
Eu não posso mais fugir
Não sei se é certo
Agir só pela razão
Não sei se serei mais feliz
Se seguir meu coração
Não sei se vivo sonhando
Ou se sonho pra viver
Tenho medo de acordar
E dos sonhos esquecer
Não quero pensar
No que posso ter perdido
As mentiras que contei pra mim
Já não fazem mais sentido
Nem sempre a vida nos dá
Aquilo que merecemos
Nem sempre o que devemos fazer
É aquilo que queremos
Talvez um dia você perceba
Que é muito tarde pra arriscar
Talvez um dia eu escreva
Uma canção que nunca irá tocar
Espero que você saiba
Que tudo foi verdade
Mas que nem sempre contos de fada
Vão se tornar realidade
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Continuar

Você roubou minha vida
Sem que eu percebesse
Eu sei disso
E agora é tarde
Não posso voltar atrás
Estou sofrendo por isso.
Tentei recomeçar
Mas não consegui
Foi tudo em vão.
Você me deixou só
Depois de me iludir
E eu sucumbi na escuridão.
Mas você se enganou
Se pensou que eu iria
Apenas afundar e sofrer
Uma coisa é certa
Eu sou mais esperta
Do que qualquer um como você
Sei que minha vida não vai parar
Você pensou que eu ia ficar quieta e somente chorar?
Você não pensou que eu podia erguer a cabeça e continuar?
Não venha me dizer
O que eu devo ou não fazer
Você não manda em mim
E mesmo que ainda te ame
Sei que vou te esquecer
E aprender a viver sem você
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Veneno
Doce veneno
Que toca meus lábios
Queima minha garganta
Congela meu coração
Com um sopro gelado
Me cega
Me domina
Me alucina
Paralisa meus membros
Entope minhas veias
E vai me matando.
Pouco a pouco
Eu vou me perdendo
Em devaneios insanos
Que iludem
Confundem
Perdida e sozinha
Só esperando o fim
Para libertar-me do sofrimento
Causado por tão cruel veneno
Que circula pelo mundo
Com o nome de amor
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Arriscar
Não deixe a vida passar sem viver
Porque um dia você vai se arrepender
De não ter feito o que quis
Não deixe que te digam o que fazer
Ninguém sabe melhor do que você
O que te faz feliz
Não pense que tudo acabou
Sem antes ter certeza que o que passou
É apenas uma boa lembrança
Se ainda te toca lá no fundo
Mesmo que por apenas um segundo
Não perca nunca a esperança
Não tenha medo de sonhar
Às vezes é preciso se arriscar
Sem pensar no que perdeu
Então se joga no ar
Você é livre pra voar
Não cometa o mesmo erro que eu
domingo, 18 de novembro de 2007
Cicatrizes
Já não há mais brilho em meu olhar
Desde o dia em que a vida
Decidiu acompanha-lo
E me deixou só
E eu estou sangrando
Me perguntando:
Como pode ser
Que a mais linda história do mundo
Acabou por morrer?
A tristeza sem fim
Hoje habita em mim
Acho que tem que ser assim
Eu só tenho lembranças
Guardadas numa caixinha
Enterrada no jardim
Assim como minha esperança
De um dia ser feliz
Enterrou-se no fundo da minha alma
E lá ficou...
Morreu...
Por que será
Que eu nunca te ouvi dizer:
“Eu amo você?”
Será que você sentiu
O mesmo que eu senti?
Mas meus sonhos foram desfeitos
Arrancados de mim
Por uma realidade
Fria e cruel
Cuja maldade tão grande
Só se compara
Ao amor que um dia
Senti por você
E que escorreu pelo ralo
Como a lágrima
Que escorreu em meu rosto
No dia que perdi você.
Mas apesar das feridas
Eu sigo em frente
E só me sobram cicatrizes...
Tenho medo
Que elas um dia
Voltem a se abrir
E me façam sangrar
Por quem nunca