quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Arriscar


Não deixe a vida passar sem viver

Porque um dia você vai se arrepender
De não ter feito o que quis

Não deixe que te digam o que fazer
Ninguém sabe melhor do que você
O que te faz feliz

Não pense que tudo acabou
Sem antes ter certeza que o que passou
É apenas uma boa lembrança

Se ainda te toca lá no fundo
Mesmo que por apenas um segundo
Não perca nunca a esperança

Não tenha medo de sonhar
Às vezes é preciso se arriscar
Sem pensar no que perdeu

Então se joga no ar
Você é livre pra voar
Não cometa o mesmo erro que eu

domingo, 18 de novembro de 2007

Cicatrizes

Já não há mais brilho em meu olhar
Desde o dia em que a vida
Decidiu acompanha-lo
E me deixou só
E eu estou sangrando
Me perguntando:
Como pode ser
Que a mais linda história do mundo
Acabou por morrer?
A tristeza sem fim
Hoje habita em mim
Acho que tem que ser assim
Eu só tenho lembranças
Guardadas numa caixinha
Enterrada no jardim
Assim como minha esperança
De um dia ser feliz
Enterrou-se no fundo da minha alma
E lá ficou...
Morreu...
Por que será
Que eu nunca te ouvi dizer:
“Eu amo você?”
Será que você sentiu
O mesmo que eu senti?
Mas meus sonhos foram desfeitos
Arrancados de mim
Por uma realidade
Fria e cruel
Cuja maldade tão grande
Só se compara
Ao amor que um dia
Senti por você
E que escorreu pelo ralo
Como a lágrima
Que escorreu em meu rosto
No dia que perdi você.
Mas apesar das feridas
Eu sigo em frente
E só me sobram cicatrizes...
Tenho medo
Que elas um dia
Voltem a se abrir
E me façam sangrar
Por quem nunca
Me viu chorar...

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Boneca de Porcelana


Perfeita para quem vê
Modelo exato do que todos devem ser
Suave sorriso desenhado
Olhos brilhantes de um rosto rosado
Porcelana fina
Uma pequena bailarina
Refletida em olhos de menina
Centro de todas as atenções
Desenhando piruetas...
Mas há algo errado
Em seu coração gelado
Algo grita lá dentro
Alguém chora desesperadamente
Gritos de socorro...
Ela quer fugir da hipocrisia
Quer ser livre
Não ter que fazer
O que os outros mandam
O que a obrigam...
As lágrimas borraram a tinta
Escorreram manchando a porcelana
Apagando o sorriso perfeito
E agora ela está na prateleira
Esquecida
Escondida
Sozinha
Em seu próprio mundinho de brinquedo
Castelo de fantasias.
É tudo mentira
Um mundo imaginário
De sonhos ousados.
E em um lindo dia
A bonequinha caiu no chão
E quebrou-se...
A perfeição acabou.
Ela não precisa mais fingir
Nem entrar em sonhos de menina
Na hora de dormir
Seu rosto quebrado
Finalmente revelou
O fim da ilusão:

Ela não era a perfeição.