quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Boneca de Porcelana


Perfeita para quem vê
Modelo exato do que todos devem ser
Suave sorriso desenhado
Olhos brilhantes de um rosto rosado
Porcelana fina
Uma pequena bailarina
Refletida em olhos de menina
Centro de todas as atenções
Desenhando piruetas...
Mas há algo errado
Em seu coração gelado
Algo grita lá dentro
Alguém chora desesperadamente
Gritos de socorro...
Ela quer fugir da hipocrisia
Quer ser livre
Não ter que fazer
O que os outros mandam
O que a obrigam...
As lágrimas borraram a tinta
Escorreram manchando a porcelana
Apagando o sorriso perfeito
E agora ela está na prateleira
Esquecida
Escondida
Sozinha
Em seu próprio mundinho de brinquedo
Castelo de fantasias.
É tudo mentira
Um mundo imaginário
De sonhos ousados.
E em um lindo dia
A bonequinha caiu no chão
E quebrou-se...
A perfeição acabou.
Ela não precisa mais fingir
Nem entrar em sonhos de menina
Na hora de dormir
Seu rosto quebrado
Finalmente revelou
O fim da ilusão:

Ela não era a perfeição.

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