quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Era uma vez


Houve um tempo

Em que a inocência era pura
E não existia a maldade

Houve um tempo
Em que não existia amargura
E não se questionava a sanidade

Houve um tempo
Em que o amor não se escondia
Para dar lugar ao orgulho

Houve um tempo
Em que as palavras que dizia
Não soavam como barulho

E da luz se fez escuridão
Das pessoas vem a solidão
Para os erros já não há mais perdão

E morre mais a cada dia
A esperança e a alegria
De quem ainda tem coração

Há um tempo
De dor e sofrimento
De mentes doentias

Há um tempo
De muito conhecimento
E pouca sabedoria

Há um tempo
Onde reina a ambição
E a sede pelo poder

Há um tempo
Em que as coisas já não são
O que costumavam ser

2 comentários:

Anônimo disse...

Texto simples e foda.
Textos com estrofes curtas são os melhores. *-*
E eu admiro poemas com esse tipo de repetições. =D
-
Desculpa. É inevitável:
"Houve um tempo onde as pessoas achavam que a televisão seria só mais um eletrodoméstico. Futura."
Não sei se é exatamente assim, mas eu lembrei. x)
-
Feliz aniversário, again. =P

Seu RAUL disse...

Muito bom o poema!
Não sabia que você tinha blog.. ^^

Beeijo