segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Sob a Luz do Luar


Te sinto perto de mim

E ao mesmo tempo tão distante
E me lembro até o fim
Do seu olhar penetrante

Que me dizia em silêncio
Tudo o que eu preciso ouvir
E que mesmo sem querer
Me fazia sorrir

O vento me toca
E eu desejo você aqui
Enquanto penso naquele beijo
Que eu nunca esqueci

Lembro do toque dos seus lábios
Que me deixa sem ar
Sei que à noite
É com você que vou sonhar

Lembro daquela noite
Sob a luz do luar
Nossas mãos apertadas
E as estrelas em seu olhar

Não sei como explicar
O tempo parou
E a felicidade me invadiu
Quando você me abraçou

Te dou todos os sinais
É fácil perceber
Está escrito em meu olhar
Que eu amo você.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Precipício


Já não sei mais

Se posso confiar em mim
Minha mente está caindo
Em um precipício sem fim

Você me confunde
Com seu olhar misterioso
E de repente tudo se torna
Frio e silencioso

São dois caminhos
E eu não sei por qual seguir
Mas sei que dessa escolha
Eu não posso mais fugir

Não sei se é certo
Agir só pela razão
Não sei se serei mais feliz
Se seguir meu coração

Não sei se vivo sonhando
Ou se sonho pra viver
Tenho medo de acordar
E dos sonhos esquecer

Não quero pensar
No que posso ter perdido
As mentiras que contei pra mim
Já não fazem mais sentido

Nem sempre a vida nos dá
Aquilo que merecemos
Nem sempre o que devemos fazer
É aquilo que queremos

Talvez um dia você perceba
Que é muito tarde pra arriscar
Talvez um dia eu escreva
Uma canção que nunca irá tocar
Espero que você saiba
Que tudo foi verdade
Mas que nem sempre contos de fada
Vão se tornar realidade

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Continuar


Você roubou minha vida
Sem que eu percebesse
Eu sei disso

E agora é tarde
Não posso voltar atrás
Estou sofrendo por isso.

Tentei recomeçar
Mas não consegui
Foi tudo em vão.

Você me deixou só
Depois de me iludir
E eu sucumbi na escuridão.

Mas você se enganou
Se pensou que eu iria
Apenas afundar e sofrer

Uma coisa é certa
Eu sou mais esperta
Do que qualquer um como você

Sei que minha vida não vai parar
Você pensou que eu ia ficar quieta e somente chorar?
Você não pensou que eu podia erguer a cabeça e continuar?

Não venha me dizer
O que eu devo ou não fazer
Você não manda em mim

E mesmo que ainda te ame
Sei que vou te esquecer

E aprender a viver sem você

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Veneno

Doce veneno
Que toca meus lábios
Queima minha garganta
Congela meu coração
Com um sopro gelado
Me cega
Me domina
Me alucina
Paralisa meus membros
Entope minhas veias
E vai me matando.
Pouco a pouco
Eu vou me perdendo
Em devaneios insanos
Que iludem
Confundem
Perdida e sozinha
Só esperando o fim
Para libertar-me do sofrimento
Causado por tão cruel veneno
Que circula pelo mundo

Com o nome de amor

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Arriscar


Não deixe a vida passar sem viver

Porque um dia você vai se arrepender
De não ter feito o que quis

Não deixe que te digam o que fazer
Ninguém sabe melhor do que você
O que te faz feliz

Não pense que tudo acabou
Sem antes ter certeza que o que passou
É apenas uma boa lembrança

Se ainda te toca lá no fundo
Mesmo que por apenas um segundo
Não perca nunca a esperança

Não tenha medo de sonhar
Às vezes é preciso se arriscar
Sem pensar no que perdeu

Então se joga no ar
Você é livre pra voar
Não cometa o mesmo erro que eu

domingo, 18 de novembro de 2007

Cicatrizes

Já não há mais brilho em meu olhar
Desde o dia em que a vida
Decidiu acompanha-lo
E me deixou só
E eu estou sangrando
Me perguntando:
Como pode ser
Que a mais linda história do mundo
Acabou por morrer?
A tristeza sem fim
Hoje habita em mim
Acho que tem que ser assim
Eu só tenho lembranças
Guardadas numa caixinha
Enterrada no jardim
Assim como minha esperança
De um dia ser feliz
Enterrou-se no fundo da minha alma
E lá ficou...
Morreu...
Por que será
Que eu nunca te ouvi dizer:
“Eu amo você?”
Será que você sentiu
O mesmo que eu senti?
Mas meus sonhos foram desfeitos
Arrancados de mim
Por uma realidade
Fria e cruel
Cuja maldade tão grande
Só se compara
Ao amor que um dia
Senti por você
E que escorreu pelo ralo
Como a lágrima
Que escorreu em meu rosto
No dia que perdi você.
Mas apesar das feridas
Eu sigo em frente
E só me sobram cicatrizes...
Tenho medo
Que elas um dia
Voltem a se abrir
E me façam sangrar
Por quem nunca
Me viu chorar...

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Boneca de Porcelana


Perfeita para quem vê
Modelo exato do que todos devem ser
Suave sorriso desenhado
Olhos brilhantes de um rosto rosado
Porcelana fina
Uma pequena bailarina
Refletida em olhos de menina
Centro de todas as atenções
Desenhando piruetas...
Mas há algo errado
Em seu coração gelado
Algo grita lá dentro
Alguém chora desesperadamente
Gritos de socorro...
Ela quer fugir da hipocrisia
Quer ser livre
Não ter que fazer
O que os outros mandam
O que a obrigam...
As lágrimas borraram a tinta
Escorreram manchando a porcelana
Apagando o sorriso perfeito
E agora ela está na prateleira
Esquecida
Escondida
Sozinha
Em seu próprio mundinho de brinquedo
Castelo de fantasias.
É tudo mentira
Um mundo imaginário
De sonhos ousados.
E em um lindo dia
A bonequinha caiu no chão
E quebrou-se...
A perfeição acabou.
Ela não precisa mais fingir
Nem entrar em sonhos de menina
Na hora de dormir
Seu rosto quebrado
Finalmente revelou
O fim da ilusão:

Ela não era a perfeição.