sexta-feira, 4 de abril de 2008

Mudanças

Não há nada que se possa fazer
O inevitável não dá pra evitar
Eu não sei mais o que dizer
Mas também não posso me calar

Os dias vão passando
Tudo vai mudando
E embora os sonhos sejam lindos
Não se pode viver sonhando

Quando se quebra o encanto
Se derrama todo o pranto
Que se possa imaginar

E no fim dessa história
Tudo que está na memória
Eu já não vou mais lembrar

O amor mudou
E o que ficou
Não vai passar

O tempo passa depressa
E não importa o que aconteça
É de você que eu sempre vou lembrar.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Era uma vez


Houve um tempo

Em que a inocência era pura
E não existia a maldade

Houve um tempo
Em que não existia amargura
E não se questionava a sanidade

Houve um tempo
Em que o amor não se escondia
Para dar lugar ao orgulho

Houve um tempo
Em que as palavras que dizia
Não soavam como barulho

E da luz se fez escuridão
Das pessoas vem a solidão
Para os erros já não há mais perdão

E morre mais a cada dia
A esperança e a alegria
De quem ainda tem coração

Há um tempo
De dor e sofrimento
De mentes doentias

Há um tempo
De muito conhecimento
E pouca sabedoria

Há um tempo
Onde reina a ambição
E a sede pelo poder

Há um tempo
Em que as coisas já não são
O que costumavam ser

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Mentiras Mal Contadas


Olhos fechados

Começo a pensar
O que fazer daqui pra frente
Já que tudo é diferente

Vou tentando entender
E fingindo aceitar
Que até mesmo eu
Acabei por mudar

Quero me perder
No meio da multidão
Tentar esquecer
A dor da solidão

Me pague uma bebida
Não tente salvar minha vida
Não há mais nada aqui
Que me faça sorrir

Arrisque-se comigo
Não tema o perigo
E não acredite
Nas coisas que digo

Entre verdades escondidas
E mentiras mal contadas
Eu vou me afundando
Nas escolhas erradas

Muita gente faz o mal
Muita gente quer o bem
E o mundo me ensinou
A não confiar em ninguém

Me leve pra longe daqui
Segure a minha mão
Eu não quero mais pensar
Que a vida é uma ilusão

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Sob a Luz do Luar


Te sinto perto de mim

E ao mesmo tempo tão distante
E me lembro até o fim
Do seu olhar penetrante

Que me dizia em silêncio
Tudo o que eu preciso ouvir
E que mesmo sem querer
Me fazia sorrir

O vento me toca
E eu desejo você aqui
Enquanto penso naquele beijo
Que eu nunca esqueci

Lembro do toque dos seus lábios
Que me deixa sem ar
Sei que à noite
É com você que vou sonhar

Lembro daquela noite
Sob a luz do luar
Nossas mãos apertadas
E as estrelas em seu olhar

Não sei como explicar
O tempo parou
E a felicidade me invadiu
Quando você me abraçou

Te dou todos os sinais
É fácil perceber
Está escrito em meu olhar
Que eu amo você.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Precipício


Já não sei mais

Se posso confiar em mim
Minha mente está caindo
Em um precipício sem fim

Você me confunde
Com seu olhar misterioso
E de repente tudo se torna
Frio e silencioso

São dois caminhos
E eu não sei por qual seguir
Mas sei que dessa escolha
Eu não posso mais fugir

Não sei se é certo
Agir só pela razão
Não sei se serei mais feliz
Se seguir meu coração

Não sei se vivo sonhando
Ou se sonho pra viver
Tenho medo de acordar
E dos sonhos esquecer

Não quero pensar
No que posso ter perdido
As mentiras que contei pra mim
Já não fazem mais sentido

Nem sempre a vida nos dá
Aquilo que merecemos
Nem sempre o que devemos fazer
É aquilo que queremos

Talvez um dia você perceba
Que é muito tarde pra arriscar
Talvez um dia eu escreva
Uma canção que nunca irá tocar
Espero que você saiba
Que tudo foi verdade
Mas que nem sempre contos de fada
Vão se tornar realidade

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Continuar


Você roubou minha vida
Sem que eu percebesse
Eu sei disso

E agora é tarde
Não posso voltar atrás
Estou sofrendo por isso.

Tentei recomeçar
Mas não consegui
Foi tudo em vão.

Você me deixou só
Depois de me iludir
E eu sucumbi na escuridão.

Mas você se enganou
Se pensou que eu iria
Apenas afundar e sofrer

Uma coisa é certa
Eu sou mais esperta
Do que qualquer um como você

Sei que minha vida não vai parar
Você pensou que eu ia ficar quieta e somente chorar?
Você não pensou que eu podia erguer a cabeça e continuar?

Não venha me dizer
O que eu devo ou não fazer
Você não manda em mim

E mesmo que ainda te ame
Sei que vou te esquecer

E aprender a viver sem você

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Veneno

Doce veneno
Que toca meus lábios
Queima minha garganta
Congela meu coração
Com um sopro gelado
Me cega
Me domina
Me alucina
Paralisa meus membros
Entope minhas veias
E vai me matando.
Pouco a pouco
Eu vou me perdendo
Em devaneios insanos
Que iludem
Confundem
Perdida e sozinha
Só esperando o fim
Para libertar-me do sofrimento
Causado por tão cruel veneno
Que circula pelo mundo

Com o nome de amor